LONGEVIDADE ATIVA NO INTERIOR
Há lugares onde a cultura não é adorno — é raiz. E o interior de Portugal continua, fervorosamente, a provar isso!
Foi com entusiasmo que no início de Maio participei na Tarde Literária promovida pela Acr As Mós, partilhando uma reflexão sobre a Longevidade Ativa no Interior, enquanto autora, psicóloga e investigadora, mas também enquanto alguém profundamente ligada à identidade humana e afetiva destas terras.
Falei de envelhecimento, sim — mas sobretudo de permanência, de comunidade, de sentido de pertença e da extraordinária capacidade que o interior tem de formar pessoas culturalmente densas, intelectualmente marcantes e humanamente inesquecíveis.
Muitas das figuras que hoje se destacam a nível nacional e mundial nasceram precisamente nestes territórios de aparente pacatez, onde a memória coletiva ainda educa, molda e inspira.
Foi igualmente gratificante partilhar esta tarde com os restantes autores mosenses e com o público presente, num encontro que confirmou que a cultura no interior nunca foi ausência; é resistência subtil, inteligência transmitida entre gerações e património vivo inscrito nas pessoas e que quando vivida em comunidade, se transforma em património afetivo!
Preservar estes espaços de encontro, pensamento e partilha é também cuidar da saúde psicológica, da identidade comunitária e da dignidade humana.
Porque há aldeias que não apenas habitamos — habitam-nos.
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Fotos: ACR | MD & @polidodealmeida
